Prefeitura de São Desidério distribui vacinas gratuitas para combater a febre aftosa

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Para garantir e controlar a saúde do rebanho bovino de São Desidério, o prefeito, Demir Barbosa, o vice-prefeito, Reginaldo César, do secretário de Agricultura, José Marques, e os secretários Nerito Carvalho e Francirleide Alves e o vereador Camarão, acompanharam a distribuição das doses de vacinas contra febre aftosa, nesta terça-feira, 20.

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A distribuição gratuita da vacina, além da disponibilização da inseminação artificial com doação de sêmem e acompanhamento de médico veterinário são ações do Pró-Leite, um programa municipal criado em 2009 pela Secretaria Municipal de Agricultura e tem como objetivo criar mecanismos para apoiar o pequeno produtor e alavancar a agricultura familiar, com foco em aumentar a produtividade e renda.

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Esta iniciativa trata-se da adesão à Campanha Nacional de Vacinação contra Febre Aftosa, que acontece anualmente. É realizada em duas etapas, sendo a que esta primeira teve inicio desde desde o dia 1º até 31 de maio e a outra acontecerá no mês de novembro. A expectativa da pasta de Agricultura é distribuir gratuitamente nesta etapa, 11 mil doses da vacina para cerca de 860 criadores que têm um rebanho de até 20 cabeças de gado, para imunização. A previsão da prefeitura municipal é investir aproximadamente 40 mil reais custeados com recursos do município para combater a doença.

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De acordo com o secretário de Agricultura, José Marques, o município de São Desidério, detém um rebanho bovino de aproximadamente 86 mil cabeças e tem apresentado nos últimos anos, uma estabilidade sanitária referenciada no estado da Bahia através do incentivo da prefeitura municipal. “A doação da vacina contra febre aftosa é uma demonstração do quanto estamos preocupados com o pequeno produtor rural, reafirmando o compromisso do município com  todos os criadores para protegerem seus rebanhos. A prevenção contra a febre aftosa é um empenho integrado entre estado, município e produtor rural”, alertou.

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O secretário esclareceu ainda que o produtor rural, que não se enquadrar no Pró-Leite, ou seja, possuir mais de 20 cabeças de gado, imunizar seu rebanho ele deve ser cadastrado junto à Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia – ADAB e comprar a vacina no comércio local. Eles são orientados quanto à obrigatoriedade de verificar se as vacinas estão armazenadas na temperatura correta, entre 2º e 8ºC; utilizar uma caixa térmica com gelo e lacre; manter a vacina no gelo até o momento da aplicação e usar agulhas novas, adequadas e limpas.

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Segundo o prefeito municipal, Demir Barbosa, a distribuição gratuita da vacina reflete a responsabilidade do governo municipal em oferecer condições para fortalecer a produção e produtividade do pequeno produtor rural. “A pecuária é um dos pontos fortes do município, portanto a distribuição da vacina ajuda o pequeno produtor que cria até 20 cabeças de gado a proteger o seu rebanho e controlar a doença, uma vez que a disseminação da febre aftosa compromete e provoca prejuízos econômicos na pecuária , seja de leite ou de corte, portanto cabe ao pecuarista, seja ele grande, médio ou pequeno, imunizar seu rebanho e proteger a saúde dos animais e também das pessoas”, orientou.

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Dona Joana da Silva, moradora da comunidade de Campo Grande está inserida no Pró-Leite, e possui um rebanho com 12 cabeças de gado em sua propriedade rural. Ela é uma das beneficiadas com a distribuição gratuita da vacina. “Não temos condições financeiras de comprar a vacina, por isso sou bastante agradecida por este programa existir e nos dar a oportunidade de vacinar nosso gado, assim como proteger e evitar que a doença se alastra para outras terras, e evitarmos as perdas do rebanho e os prejuízos”, reforçou.

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Doença – A febre aftosa é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta animais de casco fendido, como bois, búfalos, cabras, ovelhas e porcos. Sua transmissão se dá pelo contato entre animais doentes e sadios, mas o vírus também pode ser transportado pela água, ar, alimentos, pássaros e pessoas (mãos, roupas e calçados) que entrarem em contato com os animais doentes. Os principais sintomas são febre, vesículas e úlceras na boca, patas e nas tetas, perda de apetite, salivação e manqueira. Ocorre também redução da produção leiteira, perda de peso, crescimento retardado e menor eficiência reprodutiva. Pode haver mortes principalmente em animais jovens ou debilitados.

Texto: Adinete Batista
Fotos: Rodney Martins

 

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